Publicado por: Eduardo Wagner | setembro 3, 2008

Aquecimento global, esfriamento da terra e consumo consciente

Estava lendo esta notícia aqui, sobre um artigo onde se levanta hipótese de um possível resfriamento da terra nos próximos anos através do aumento da incidência de raios cósmicos que vai diretamente de encontro às teorias do aquecimento global. E estava ponderando que o que se vê hoje em dia é que quase não se ouve o outro lado, o dos pesquisadores que levantam a tese de que a terra pode esfriar.

Eu sou totalmente contra todo esse alarmismo da imprensa sobre o aquecimento global. Não que eu não acredite que esteja ocorrendo ou que eu seja a favor do consumo desenfreado, destruição dos recursos naturais e diminuição das emissões dos gases de efeito estufa. Mas eu tenho grande duvidas, quando tentam criar uma “verdade incoveniente” a qualquer custo, condenando qualquer outro que tente dizer o contrário.

O mais importante em relação a toda essa indústria da aceitação de que o homem é o único causador das mudanças climáticas e que para isso ele deve tomar medidas imediatamente são movidas por dois fatores.

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O primeiro é a necessidade de se criar e vender produtos com novas tecnologias ditas verdes. Já viram como todo mundo hoje é verde, é responsável ecologicamente? É só ver as diversas campanhas de mídia das grande empresas, tanto impressa como na tv ou internet. Dêem uma procurada no que a Vale (aquela da propaganda bonita da tv) faz de verdade atrás daquele lema de responsabilidade ambiental.

Lembram de toda aquele papo na década de 90 sobre o buraco na camada de ozônio? Aquele que continua existindo e ninguém fala mais?

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Então o que ocorreu foi que, como os CFCs se tornaram de domínio público e já não podiam ser cobrados direitos de propriedade (“royalties”)sobre sua fabricação, as indústrias, que controlam a produção dos substitutos (ICI,Du Pont, Atochem, Hoechst, Allied Chemicals), convenceram “certos” governos de países de primeiro mundo a darem apoio para a “a farsa da destruição da camada de ozônio e do aumento do buraco de ozônio na Antártica” pois, agora, os seus substitutos recebem “royalties”. O Freon 12, por exemplo, custava US$1,70/kg e seu substituto R-134 custava quase US$20,00/kg à época da substituição.

Um outro bom exemplo é esta falácia do biodiesel, principalmente no Brasil, onde o selo de combustível limpo tem por trás trabalho escravo, desmatamento, expulsão de pequenos produtores rurais e substituição de áreas de produção de alimentos. Enfim neste ponto nada mais vemos do que mais um capítulo da evolução do capitalismo, que está sempre em mutação adaptando-se de novas realidades para se obter mais lucros.

O outro ponto nada mais é do que a sanha do jornalismo inescrupuloso, que tende a transformar em catástrofe qualquer hipótese, unica e exclusivamente pela busca de audiência e de mais vendas, pois noticias boas não vendem e nem dão ibope. Um exemplo disso foi o recente caso de mortes por febre amarela no país. Onde a mídia impressa e televisiva criou uma situação que não existia, pois os focos da doença estavam restritos a algumas regiões e criou-se uma situação exagerada, tendo levado pessoas à morte (por terem tomado mais de uma dose, ou pessoas que não podiam tomara vacina) e desenvolvimento de hepatite. Infelizmente hoje em dia, grande parte da imprensa não está para informar e sim para deformar.

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Ou seja, vejo por trás disso tudo, uma corrente inversa, influenciada por interesses econômicos, à da real atitude que deveríamos tomar se quisermos ajudar na conservação do meio ambiente. Que é o caminho do consumo consciente, da responsabilidade na escolha do que comprar e consumir. Atentando-se para o desperdício. Enfim, reduzir o consumo e reaproveitar o máximo os produtos do nosso dia a dia.

Uma dica: Visite o site do Instituto Akatu e o Centro de Referência Akatu Pelo Consumo Consciente para aprender mais sobre este assunto.

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